quarta-feira, 30 de maio de 2012

A GERAÇÃO QUE NÃO SE PREOCUPOU COM O MEIO AMBIENTE: SERÁ?


Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que

sacos de plástico não são amigáveis com o ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse: - Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu: - Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora.

Sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja.

A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.

Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos.

Canetas: recarregávamos com tinta tantas vezes ao invés de comprar outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.



Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é visível que a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

(Agora que voce já leu o desabafo, envie para os seus amigos que têm mais de 50 anos de idade, para os que ainda não completaram 50 anos, mas já estão amadurecidos e para os jovens que tem tudo nas mãos, são dependentes dos pais e vivem achando que são os melhores do mundo e só sabem criticar os mais velhos...)

ATUALIZAÇÕES

OLÁ PESSOAL QUE SEGUE O BLOG VILMACONDEUBA!
         DESCULPEM-ME PELA FALTA DE ATUALIZAÇÕES DA PÁGINA. POR MOTIVOS PESSOAIS DEIXEI DE ESCREVER. MAS ESTOU RETORNANDO COM A DIVULGAÇÃO DE UM E-MAIL MUITO IMPORTANTE, PRINCIPALMENTE PARA OS QUE MUITO SE PREOCUPAM COM O MEIO AMBIENTE.
NOS DIAS SEQUENTES ESTAREI ESCREVENDO SOBRE ASSUNTOS DIVERSOS.
OBRIGADA PELAS VISITAS. AGUARDEM NOVAS PUBLICAÇÕES.
ABRAÇOS.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

TENTE FAZER COMO GANDHI

Mahatma Gandhi lutou sua vida inteira, mas conseguiu libertar a Índia do domínio inglês. Quando lhe disseram que era um dos maiores nomes jamais surgidos na História Universal, respondeu:
“Nada tenho de novo para ensinar ao mundo. A verdade e a não violência são tão antigas quanto às montanhas. Tudo o que tenho feito é tentar praticá-las na escala mais vasta que me é possível. Assim fazendo, errei algumas vezes e aprendi com meus erros.
“Os que acreditam nas verdades simples que procurei mostrar, só podem divulgá-las se viverem de acordo com elas. Estou absolutamente convencido de que qualquer homem ou mulher pode realizar o que realizei, se fizer o mesmo esforço e cultivar a mesma esperança e fé.”

                                                                                                                 Por: Paulo Coelho

segunda-feira, 26 de março de 2012

OS DEZ MANDAMENTOS PARA VIVER BEM COM OS OUTROS

     1º Tenha controle de sua língua. Sempre diga menos do que pensa. Cultive uma voz baixa e suave. A maneira como se fala muitas vezes impressiona mais do que aquilo que se fala.

     2º Pense ante de fazer uma promessa e depois não dê importância ao quanto lhe custa.

     3º Nunca deixe passar uma oportunidade para dizer uma coisa meiga e animadora a uma pessoa ou a respeito dela.

     4º Tenha interesse nos outros, em suas ocupações, seu bem-estar, seus lares e famílias. Seja alegre com os que riem e lamente com os que choram. Deixe cada pessoa com quem encontra sentir que você lhe dispensa importância e atenção.

     5º Seja alegre. Conserve para cima os cantos da sua boca. Esconda suas dores, seus despontamentos e inquietações sob um sorriso. Ria de histórias boas e aprenda a contá-las.

     6º Conserve a mente aberta para todas as questões da discussão. Investigue, mas não argumente. É marca de ser superior... discordar e ainda conservar a amizade.

     7º Deixe as sua virtudes falarem por si mesmo e recuse a falar das faltas e fraquezas dos outros. Desencoraje murmúrios. Faça uma regra de falar só coisas boas aos outros.

     8º Tenha cuidado com os sentimentos dos outros. Gracejos e humor não valem a pena e frequentemente magoam quando se espera.

     9º Não faça caso das observações más a seu respeito. Só viva de modo que ninguém as acredite. Nervosismo e indigestão são causas comuns para malediscência.

     10º Não seja tão ansioso a respeito de seus direitos. Trabalhe, tenha paciência, conserve seu temperamento calmo, esqueça de si mesmo e receberá sua recompensa.


Extraído do boletim da Igreja Metodista Central de Belo Horizonte

domingo, 25 de março de 2012

COTAS - PAGAMENTO DA DÍVIDA SOCIAL BRASILEIRA

A adoção das chamadas ações afirmativas nas universidades brasileiras como critério para ingresso no ensino superior divide opiniões. Isso acontece porque há quem diga que discentes menos preparados são beneficiados simplesmente porque são negros, pardos indígenas ou que vêm de escola pública. Porém há pesquisas que confirmam: alunos que ingressaram no nível superior sendo os últimos classificados para a universidade, terminam o curso sendo os melhores da turma, quando não são os primeiros.

Os que são contra as cotas argumentam que todos são iguais. Portanto desnecessário um modo diferente de inclusão. IGUAIS? Numa sociedade que nasceu de forma tão desigual? Será que alguém se esqueceu do episódio trágico da escravidão? A dor e o sofrimento dos negros não foi um episódio isolado, os vestígios estão ai por toda parte. Ou será que alguém pode explicar-me por que 80% da população das favelas é negra, por que os grandes chefes executivos são, em sua maioria, brancos ou até mesmo por que o negro anos atrás não se ingressava na universidade? E agora dizem que o Brasil não precisa de cotas, que elas são anticonstitucionais. Anticonstitucional é o que fizeram com o pobre e preto e ainda continuam a fazer.

Historicamente o Brasil é um país miscigenado, e essa miscigenação fez com que algumas pessoas de pele preta ou classe pobre fossem excluídas. Observe entre os profissionais da área da medicina, quantos são negros? Mas agora que estão tentando reverter o quadro dantesco da dívida social brasileira, há quem diga que está errado. Um exemplo são as pessoas pobres que terminam um ensino médio defasado e não têm dinheiro para pagar um curso preparatório para ser aprovado no vestibular. Essa mesma pessoa deverá concorrer com alguém que teve excelentes docentes em sua preparação, tempo e estudos extra-escolares?
 
Em vista disso, o governo brasileiro tem que gastar menos com a corrupção e investir mais na educação. Escola com os mesmos recursos quer queira na zona rural ou urbana, na cidade pequena ou grande, para o pobre ou rico, que sejam iguais na base educacional para que daqui a alguns anos não precisemos mais das cotas; investindo no futuro como fez a Argentina em meados do século XIX, e, 50 anos depois a mesma deu um enorme salto nos indicadores sociais.

                                                                                Vilma de Sousa Silva, Jequié, 25 de março de 2012.

segunda-feira, 19 de março de 2012

DICAS PARA CONCURSEIROS


A busca incessante por uma vaga na carreira pública tem levado muitas pessoas a uma rotina diária de estudos. Estudar, assim como outra tarefa que se faça diariamente torna-se monótono e saturado. Para que esses empecilhos não atrapalhe o concurseiro na sua caminhada ele deve estabelecer metas e saber administrar as 24 horas do seu dia.

Uma pessoa pode até ser capaz de estudar 24:00h, mas isso poderá causar-lhe transtornos depois de algum tempo, o que impedirá de obter o resultado tão almejado. A nossa mente precisa de um intervalo mínimo para assimilação do conteúdo estudado, isso faz com que seja mais prazeroso e menos cansativo estudar todos os dias. Outro aspecto que deve ser levado em conta, pois contribui muito para um bom aproveitamento nos estudos, é a atividade física. Apesar de muitas pessoas não terem tempo, pois trabalham durante o dia e estudam à noite. No entanto para quem apenas estuda, é preponderante tirar um tempo no final ou início do dia para fazer alguma atividade que melhor encaixe no seu perfil. Isso pode variar de uma pessoa para outra. Para algumas a caminhada é o melhor exercício, para outros a corrida, a malhação, enfim; mexam-se, pois a atividade física dá menos cansaço para quem estuda durante um longo período, dá menos sono e isso influirá significamente em seus resultados.

Ao lembrar que após uma semana de estudos virá o sábado e o domingo, muitos estudantes esquecem-se que o seu lazer durante esse período deve ser diferente dos demais jovens, não que não possam dar uma folguinha nos estudos, podem e devem descansar fazer coisas prazerosas, curtir a família; porém noitadas não são aconselháveis, pois a sua segunda-feira não renderá como necessário, assim sendo, é interessante manter o controle.

Falar de bem estar é indispensável falar de uma boa alimentação. Não tenho conhecimento de todos os alimentos adequados para cada função em nosso organismo, mas há alguns que nos atrapalham, por exemplo, na concentração, outros já ajudam na obtenção de energia que o corpo humano precisa para um bom desempenho. Para quem achar necessário seria bom procurar orientações de um profissional da área (nutricionista).

Após a organização teórica da situação, vale ressaltar que é indispensável exercitar cada matéria estudada, pois é uma das melhores formas de fixação do conteúdo, para isso devem-se resolver provas de concursos anteriores, de preferência da banca examinadora que fará o seu certame, exercícios, e, para quem fará certame que exigirá prova discursiva é preponderante que leia bastante, esteja atualizado com os assuntos mais divulgados pela mídia local, nacional e internacional. Fazer no mínimo uma redação por semana e pedir ao seu professor a fiel correção. Assim saberá onde terá que melhorar.

Boa sorte a todos!


Vilma de Sousa Silva, Jequié-BA; em 19 de março de 2012





sexta-feira, 16 de março de 2012

A MATURIDADE VALE OURO


Por HERBERT DE SOUSA

A ideia de cidadania generalizou-se. Está na boca de todo mundo, dá títulos a movimentos e organizações, fundamenta valores e conceitos e reflete uma profunda mudança democrática na sociedade brasileira. Deixamos de ser empregadores e empregados, militantes e dirigentes, eleitores e eleitos. Estamos sendo, cada vez mais, uma sociedade de cidadãos e cidadãs.

Cidadania é o valor básico de uma sociedade democrática, construída por todos e para todos e fundada em cinco princípios éticos universais: igualdade, solidariedade, participação e diversidade. Estes princípios são suficientes para orientar a solução de todos os graves problemas sociais e políticos que nos acompanham desde os tempos coloniais. Eles não têm, no entanto, uma ordem obrigatória: primeiro a liberdade, depois a igualdade, ou a diversidade. A riqueza da democracia reside exatamente em postular a simultaneidade destes princípios no tempo e no espaço. Um é sempre incompleto sem os quatro outros. E a falta de um compromete a realização de todos. É um tremendo desafio pensar e agir com estes cinco princípios simultaneamente. Mas é exatamente isso que torna a democracia o mais fascinante desafio da história da humanidade.

A história se move quando esses princípios estão em ação, e ela estanca ou retrocede quando um ou todos eles são negados pelo processo político. Foi assim no tempo das ditaduras militares na América Latina. Foi assim também no chamado mundo do “socialismo real”, que sacrificava a liberdade e a participação em nome da igualdade. Por isso, quando olhamos a realidade complexa e às vezes confusa de nosso país, é preciso ver além dos grandes espetáculos de massa que são como ondas­ _ vêm, mas também passam. É vital atentar para o mundo como os valores básicos da cidadania vão se imiscuindo no cotidiano das pessoas.

Uma das mudanças fundamentais ocorridas no Brasil destes últimos 20 a 30 anos é o envelhecimento de nossa população. Até os anos 60, o Brasil era um país essencialmente jovem. Muitos fatores se somaram para mudar drasticamente essa situação: melhora nos níveis de mortalidade infantil, desenvolvimento da vacinação e da medicina preventiva em massa e, principalmente, um amplo e diversificado processo de controle da natalidade, que vai da pílula, do DIU, do diafragma à esterilização que hoje atinge uma quantidade imensa de mulheres em idade fértil, particularmente das populações mais pobres. O processo político dessa esterilização em massa ainda está por ser feito. O fato é que os números são alarmantes e definitivos.

O resultado de tudo isso é que a população brasileira ficou mais velha. No entanto, não houve mudanças significativas na qualidade de vida, na distribuição da riqueza e, principalmente, das terras, que no Brasil sempre foram privilégio histórico da minoria. A população ficou mais velha e mais pobre também. A distância entre ricos e pobres só fez aumentar nestas décadas e, até hoje, esse processo não foi revertido. Aqui se cruzam a luta pela cidadania e a terceira idade. No seu longo período de juventude, a sociedade brasileira ignorou os velhos e desenvolveu uma série de preconceitos contra a  velhice e a participação dos idosos na vida econômica e cultural do país. Era duro ser velho nos anos 60 e 70. E não precisava ser muito velho para ser velho, bastava passar dos 30 ou 40 anos! Nas relações de emprego esse preconceito estendeu-se a todas as formas de relação social e familiar.

O velho foi sendo recolhido a sua “inferioridade” e a um mundo limitado e depressivo. A aposentadoria precoce agravou o problema, e a ausência de equipamentos e serviços sociais destinados a atender a terceira idade tornou a situação ainda mais dramática.

Felizmente, a realidade foi encontrando alguns desenvolvimentos recentes animadores: assimilou-se a idéia de que o País deve preparar-se para ser uma sociedade com maioria de idosos. Isto implica em algumas limitações, mas também imensas possibilidades de atuação da terceira idade na vida pública. Estes cidadãos não são carta fora do baralho, mas, talvez, os portadores de nossas melhores chances de transformação social e superação do quadro de miséria.
(Revista Sras. E Srs., ano 1, julho/97, p.41)